Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 373

Highlights (Resumo): Alteração marginal nas Taxas Juros, Queda nos Longos

Principal(is) vetor(es): Durante a semana de 08 a 12 de setembro de 2025, o mercado de renda fixa brasileiro apresentou comportamento misto, com oscilações moderadas e sensibilidade elevada ao cenário externo e político. A semana começou com leve queda nas taxas, influenciada por expectativas de inflação e tensões políticas internas, como o discurso de Tarcísio de Freitas e a pesquisa eleitoral envolvendo Lula. Na terça-feira, os juros subiram discretamente, guiados pela alta nos Treasuries e pela cautela em torno do julgamento de Jair Bolsonaro. Na quarta, os vértices longos recuaram com o alívio externo proporcionado pelo PPI americano abaixo do esperado e forte demanda por T-Notes, enquanto os curtos subiram devido à deflação fraca do IPCA e núcleos pressionados. Na quinta, a curva inverteu a tendência de queda no fim do pregão, reagindo à melhora na aprovação do governo Lula e ao avanço do julgamento de Bolsonaro, apesar da queda nos Treasuries. Já na sexta, o mercado seguiu o movimento de deterioração nos mercados de renda fixa internacionais, com leve alta nas taxas curtas e intermediárias, enquanto os vértices longos tiveram alívio semanal, sustentado pela apreciação cambial e redução do Risco Brasil. A semana foi marcada por expectativas em torno das decisões de política monetária do Fed e do Banco Central brasileiro, previstas para a próxima quarta-feira.

Destaque(s): IPCA, Fed, Julgamento Bolsonaro

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

📉 Expectativas de Mercado para a Selic(DI Futuro da B3)

O mercado de juros futuros (DI da B3) alterou marginalmente suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.

Para o horizonte até a 4R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -259,7 para -255,6 pontos-base.

Para as próximas 11 reuniões do Copom,a expectativa de corte reduziu de -235,7 para -223,9 pontos-base,com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,66%, ante 12,54% na semana anterior.

Para o fim de 2025 (próximas 3 reuniões), houve uma alteração marginal na expectativa de corte: de -8,7 para -4,4 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,86% ao ano, ante 14,81% na semana anterior.

📊 Expectativas dos economistas (Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias):

Para 2025, a projeção indica manutenção , com o CDI encerrando o ano em 14,90%.
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 12,40%, equivalente a -250 pontos-base de corte..
Para o horizonte até a 4R/2027, a projeção acumulada considera -400 pontos-base de queda.

 

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 4,85% para 4,83%. Há um mês, a mediana era de 5,09% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção se manteve em 4,30% para 4,30%, enquanto há um mês estava em 4,44%.

A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 15,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 caiu de 12,50% para 12,38, há um mês atrás era 12,50%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – 09/09/25 à 12/09/2025

Segunda-feira (08/09/2025)
O mercado de juros iniciou a semana com leve queda nas taxas futuras, influenciado por um ambiente externo mais favorável e cautela política doméstica. A curva oscilou pouco, com investidores aguardando dados de inflação no Brasil e nos EUA. A tensão política foi alimentada pelo discurso agressivo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, contra o STF, gerando desconforto institucional. A pesquisa CNT/MDA mostrou Lula à frente de Tarcísio nas intenções de voto. Nos EUA, os Treasuries caíram após dados fracos do mercado de trabalho, reforçando apostas de corte de juros pelo Fed. O IGP-DI subiu 0,20%, abaixo do esperado, e o boletim Focus indicou leve melhora nas expectativas inflacionárias. A probabilidade de corte da Selic em dezembro caiu para 35%, com o mercado em acomodação após ajustes fortes na sexta-feira anterior.


Terça-feira (09/09/2025)
A sessão foi marcada por baixa liquidez e leve alta nas taxas, com investidores atentos ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e ao IPCA de agosto. O principal vetor foi o aumento dos rendimentos dos Treasuries, especialmente da T-Note de dois anos. Nos EUA, revisão do payroll indicou superestimação de 911 mil vagas, reforçando a percepção de enfraquecimento gradual do mercado de trabalho. No Brasil, o julgamento de Bolsonaro avançou com votos pela condenação, gerando expectativa de impacto no câmbio. A cautela política e o movimento externo sustentaram a elevação moderada da curva. O Tesouro Nacional realizou leilão de NTN-Bs, com boa demanda, mas sem impacto relevante nos DIs.


Quarta-feira (10/09/2025)
A curva de juros apresentou comportamento misto: queda nos vencimentos longos e alta nos curtos. O alívio externo veio com a divulgação do PPI americano, que caiu 0,1% em agosto, contrariando expectativas de alta. O leilão de T-Notes de 10 anos teve forte demanda, intensificando a queda dos Treasuries. No Brasil, o IPCA de agosto registrou deflação de 0,11%, abaixo da expectativa, mas com núcleos e serviços pressionados. A difusão inflacionária aumentou, e a inflação de serviços em 12 meses subiu para 6,16%. Isso reduziu a probabilidade de corte da Selic em dezembro para 25%. O julgamento de Bolsonaro teve voto dissidente de Luiz Fux, mas o impacto foi limitado frente aos dados econômicos.


Quinta-feira (11/09/2025)
A curva de juros reverteu a tendência de queda no fim do pregão, com alta nas taxas. A expectativa de flexibilização monetária pelo Fed sustentou queda nos vencimentos longos durante boa parte do dia. No entanto, o julgamento de Bolsonaro, que avançou com votos pela condenação, e a pesquisa Datafolha mostrando melhora na aprovação do governo Lula, impulsionaram a curva. Nos EUA, o CPI de agosto subiu 0,4%, mas os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram, reforçando a percepção de desaceleração econômica. No Brasil, a PMC de julho mostrou queda no varejo restrito e alta no ampliado, sinalizando atividade fraca. O Tesouro vendeu R$ 15,99 bilhões em prefixados, pressionando os DIs, especialmente nos vencimentos de 2029 e 2035.


Sexta-feira (12/09/2025)
A curva a termo teve elevação modesta, influenciada pela deterioração nos mercados de renda fixa internacionais, apesar do bom desempenho do câmbio. A deflação fraca do IPCA e núcleos pressionados mantiveram o vértice de 2027 próximo a 14%. A ponta longa teve alívio semanal, favorecida pela apreciação cambial e redução do Risco Brasil. O julgamento de Bolsonaro e pesquisas favoráveis ao governo foram monitorados, mas não pressionaram as taxas. Os Treasuries subiram em movimento de correção, com o mercado ainda esperando cortes pelo Fed. A PMS de julho veio em linha com o esperado, indicando desaceleração do consumo. Na próxima semana, o foco será nas decisões de juros do Fed e do BC brasileiro, além do IBC-Br e da taxa de desocupação de julho.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa