Highlights (Resumo): Alta marginal nas Taxas de Juros
Principal(is) vetor(es): A semana foi marcada por volatilidade nos juros futuros, com tendência geral de alta nos principais vértices, apesar do alívio observado na sexta-feira. O tom mais conservador do Federal Reserve após o corte de 0,25 ponto nos Fed Funds reduziu as apostas de nova flexibilização em dezembro, pressionando a curva local e elevando os rendimentos dos Treasuries. No Brasil, indicadores de emprego trouxeram sinais mistos: o Caged surpreendeu positivamente, impulsionando as taxas curtas, enquanto a Pnad indicou leve aumento da desocupação, favorecendo expectativas de corte da Selic em janeiro. O fiscal permaneceu em segundo plano, e os leilões do Tesouro adicionaram risco à curva. Apesar da alta semanal, outubro foi positivo para os DIs, com recuo consistente frente ao início do mês, sustentado por surpresas inflacionárias benignas e melhora das expectativas para o IPCA.
Destaques: Fed, Mercado de Trabalho e Selic
📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)
O mercado de juros futuros (DI da B3) alterou marginalmente suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -264,6 para -258,7 pontos-base.
Para as próximas 10 reuniões do Copom,a expectativa de corte alterou marginalmente de -246 para -239,1 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,52%, ante 12,44% na semana anterior.
Para o fim de 2025 (próximas 2 reuniões), houve uma alteração marginal na expectativa de corte: de -3,2 para -2,9 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,89% ao ano, ante 14,87% na semana anterior.
📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias):
Para 2025, a projeção indica manutenção , com o CDI encerrando o ano em 14,90%.
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 11,90%, equivalente a -300 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada considera -450 pontos-base de queda.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 4,56% para 4,55%. Há um mês, a mediana era de 5,09% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção caiu de 4,20% para 4,20%, enquanto há um mês estava em 4,44%.
A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 15,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,25%, há um mês atrás era 12,50%.
Os juros futuros apresentaram comportamento misto, com viés de baixa nos vencimentos intermediários e longos, enquanto os curtos tiveram alta tímida. O movimento refletiu ajustes técnicos após cinco quedas consecutivas na semana anterior, em um cenário de expectativas inflacionárias mais benignas e ausência de novos gatilhos. A curva chegou a fechar no início do dia, impulsionada pela prévia do IPCA-15 abaixo do esperado e pelo CPI americano, que reforçou a expectativa de corte de juros pelo Fed. Além disso, sinais positivos nas negociações comerciais entre EUA e China e otimismo com encontro entre Lula e Trump contribuíram para o tom inicial. No Focus, projeções para inflação recuaram, reforçando a percepção de eficácia da política monetária. Analistas já cogitam início do ciclo de cortes da Selic em janeiro de 2026, embora alguns discutam possibilidade de redução ainda em dezembro.
Em dia de agenda econômica esvaziada, os juros futuros subiram de forma mais expressiva, especialmente nos vencimentos intermediários e longos, contrariando o desempenho positivo dos demais ativos domésticos. A alta foi atribuída à abertura da curva americana, às vésperas da decisão do Fed, e a uma correção técnica após forte fechamento na semana anterior. Apesar de dados recentes favoráveis, como queda das expectativas inflacionárias, prevaleceu cautela diante da reunião do Fed e das negociações comerciais entre EUA e China. No campo fiscal, Haddad sinalizou que a proposta de isenção do IR para rendas até R$ 5 mil está próxima do equilíbrio, mas ainda requer ajustes, sem impacto direto nos DIs. O Tesouro realizou leilão integral de NTN-B, com risco ao mercado inferior à média semestral, indicando menor pressão sobre a curva.
Os juros futuros ganharam força na segunda metade do pregão, acompanhando a abertura dos Treasuries e reação ao discurso hawkish de Jerome Powell após o Fed cortar a taxa em 0,25 ponto, para 3,75%-4,00%. Apesar do corte, Powell sinalizou inclinação para pausar o ciclo em dezembro, reduzindo a probabilidade de nova flexibilização e gerando alta moderada nos DIs. A falta de consenso no FOMC reforçou a percepção de cautela, enquanto apostas para Selic em 2026 subiram levemente. No cenário doméstico, dados de inflação e atividade continuam favoráveis, limitando a pressão sobre a curva. Expectativas também se voltaram para a reunião entre Trump e Xi Jinping, que pode aliviar tensões comerciais. O Tesouro divulgou queda de 0,28% no estoque da dívida pública e redução do colchão de liquidez, sem impacto relevante no mercado.
Os juros futuros ampliaram a alta na segunda etapa do pregão, pressionados pela abertura da curva americana após o discurso conservador do Fed, que reduziu as apostas de novo corte em dezembro. O movimento ganhou força com a divulgação do Caged, que mostrou criação de 213 mil vagas formais em setembro, bem acima da expectativa de 169 mil, impulsionando os vértices curtos. Intermediários e longos também subiram, acompanhando os Treasuries e refletindo o leilão do Tesouro com oferta robusta de LTNs e NTN-F, que adicionou risco à curva. Apesar do dado positivo do mercado de trabalho, a precificação para cortes na Selic pouco mudou, mantendo cerca de 62% de chance de redução em janeiro. No campo fiscal, o PLN 1/2025 foi aprovado, permitindo ampliação da isenção do IR e ajustes na LDO, mas sem impacto imediato nos preços. A sessão reforçou a percepção de cautela, com o mercado ajustando posições após a sinalização hawkish do Fed.
Após três dias de pressão, os juros futuros recuaram e tocaram mínimas intradia, sustentados pela queda do dólar e pela Pnad Contínua, que indicou taxa de desemprego de 5,6%, levemente acima da expectativa, reforçando a possibilidade de corte da Selic em janeiro. A melhora do câmbio e a moderação dos Treasuries também contribuíram para o alívio na curva, enquanto agentes ajustaram posições antes da reunião do Copom na próxima semana. Apesar da queda no dia, a semana terminou com abertura acumulada nos principais vértices, refletindo o tom mais duro do Fed e incertezas sobre o ritmo de flexibilização nos EUA. No cenário doméstico, o déficit primário de R$ 17,4 bilhões teve pouca influência, e o fiscal segue em segundo plano. Outubro, por sua vez, foi positivo para os DIs, com recuo consistente frente ao início do mês, sustentado por surpresas inflacionárias benignas e melhora das expectativas para o IPCA.
Fonte: Broadcast
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