Highlights (Resumo): Alteração marginal nas Taxas de Juros
Principal(is) vetor(es): o mercado de juros futuros manteve comportamento relativamente estável, com oscilações pontuais influenciadas por eventos domésticos e externos. O principal vetor foi a decisão do Copom de manter a Selic em 15% e reforçar um tom conservador no comunicado, frustrando expectativas de flexibilização mais cedo e consolidando apostas para início do ciclo apenas em março de 2026. Nos primeiros dias, a curva reagiu à expectativa de mudança na comunicação do BC, mas após a reunião, os vértices curtos subiram, refletindo menor probabilidade de cortes no primeiro trimestre. No exterior, oscilações nos Treasuries e movimentos de aversão ao risco global tiveram impacto limitado, enquanto indicadores locais, como a queda da produção industrial, reforçaram o cenário de desaceleração gradual da atividade. No cômputo semanal, as taxas praticamente não se deslocaram, mantendo inclinação moderada e precificando Selic em torno de 12,5% no fim de 2026.
Destaques: Copom e Aversão ao Risco Global
📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)
O mercado de juros futuros (DI da B3) alterou marginalmente suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -257,3 para -260,7 pontos-base.
Para as próximas 10 reuniões do Copom,a expectativa de corte alterou marginalmente de -237,6 para -233,8 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,56%, ante 12,52% na semana anterior.
Para o fim de 2025 (próximas 2 reuniões), houve uma alteração marginal na expectativa de corte: de -1,5 para -0,4 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,90% ao ano, ante 14,89% na semana anterior.
📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias):
Para 2025, a projeção indica manutenção , com o CDI encerrando o ano em 14,90%.
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 12,15%, equivalente a -275 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada considera -450 pontos-base de queda.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 4,55% para 4,55%. Há um mês, a mediana era de 5,09% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção se manteve em 4,20% para 4,20%, enquanto há um mês estava em 4,44%.
A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 15,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,25%, há um mês atrás era 12,50%.
Os juros futuros subiram acompanhando a abertura da curva americana, apesar da queda do dólar e da leve melhora nas expectativas inflacionárias locais. A proximidade da decisão do Copom, que deve manter a Selic em 15%, manteve o mercado atento à comunicação do Banco Central, considerada ainda conservadora. No exterior, a alta dos Treasuries refletiu incertezas sobre o próximo movimento do Fed e os impactos do prolongado shutdown nos EUA, que elevam riscos fiscais e econômicos. Internamente, o boletim Focus trouxe ajustes discretos nas projeções do IPCA e forte revisão negativa para o IGP-M, reforçando a percepção de reancoragem parcial das expectativas. As taxas dos DIs avançaram levemente, com o contrato para 2027 fechando em 13,875% e o de 2031 em 13,375%.
A curva de juros apresentou inclinação moderada, com alta nos vértices longos e queda nos curtos, em um movimento atribuído ao aumento da aversão ao risco global. O fortalecimento do dólar e alertas de grandes instituições sobre possível correção nas bolsas americanas pressionaram os DIs mais longos, enquanto o recuo dos Treasuries limitou a alta. No cenário doméstico, a produção industrial caiu 0,4% em setembro, confirmando o ritmo gradual de desaceleração da atividade, sem impacto relevante sobre os juros curtos. A agenda fiscal trouxe novidades com a tramitação de projetos sobre tributação de bets e ampliação da faixa de isenção do IR, mas sem efeito significativo nos preços. Ao final, o DI para 2027 recuou para 13,870%, enquanto o de 2031 subiu para 13,435%.
Os juros futuros recuaram, especialmente nos prazos curtos, diante da expectativa de uma comunicação menos rígida do Copom, embora sem antecipação do início do ciclo de cortes. O otimismo doméstico foi reforçado pelo maior apetite global ao risco, que valorizou o real e compensou a alta nos rendimentos dos Treasuries. O mercado especulou sobre a possível retirada do termo “bastante” do comunicado, sinalizando flexibilização em janeiro de 2026, com a curva precificando cerca de 60% de chance de corte de 25 pontos-base nessa reunião. A liquidez reduzida acentuou as oscilações, e os DIs fecharam em mínimas intradia: o contrato para 2027 caiu para 13,84% e o de 2031 para 13,345%. A visão predominante é de manutenção da Selic em 15%, mas com espaço para ajustes no discurso do BC.
Os juros futuros avançaram, com maior pressão nos vértices curtos, após o Copom manter a Selic em 15% e reforçar no comunicado a necessidade de manter a taxa elevada por um período “bastante prolongado”, frustrando expectativas de sinalização para cortes mais cedo. A ausência de mudanças relevantes no tom do BC consolidou um cenário mais conservador, reduzindo as apostas para flexibilização no primeiro trimestre de 2026. A curva longa teve alta marginal, atribuída a ajustes técnicos, enquanto o recuo dos Treasuries e a estabilidade do câmbio limitaram movimentos mais fortes. Ao final, o DI para janeiro de 2027 subiu para 13,880%, e o de 2031 para 13,375%. O leilão robusto do Tesouro, com colocação integral de LTNs e NTN-F, elevou o risco financeiro (DV01) em 35% acima da média semestral, mas não alterou a dinâmica geral do mercado.
Em um pregão marcado por baixa liquidez e ausência de catalisadores relevantes, os juros futuros oscilaram pouco, refletindo ajustes técnicos após a sinalização firme do Copom contra cortes imediatos da Selic. A curva praticamente andou de lado, com leve fechamento nos vértices curtos e intermediários, enquanto os longos também recuaram discretamente. O DI para janeiro de 2027 encerrou em 13,860%, e o de 2031 em 13,370%. O mercado aguarda a ata da reunião para mais detalhes sobre a avaliação do BC, mas o tom hawkish do comunicado reforçou a percepção de que o ciclo de flexibilização deve começar apenas em março, embora parte dos agentes ainda considere janeiro como cenário-base. No balanço semanal, as taxas pouco se moveram, mantendo a inclinação atual e precificando Selic em torno de 12,5% no fim de 2026, com ritmo de cortes mais lento diante da desaceleração gradual da atividade e riscos eleitorais.
Fonte: Broadcast
A excelência é uma utopia, sempre há algo a melhorar!
Deixe suas críticas, correções, sugestões, dúvidas e também elogios!
Faça Contato!
contato@rendafixapratica.com.br
Forte abraço
Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa
