Highlights (Resumo): Queda nas Taxas de Juros
Principal(is) vetor(es): A semana foi marcada por forte deslocamento para baixo na curva de juros, impulsionado por fatores domésticos e externos. O tom mais ‘dovish’ da ata do Copom e a surpresa baixista do IPCA de outubro (0,09%) reforçaram expectativas de início do ciclo de cortes da Selic, elevando a probabilidade de redução já em janeiro. No entanto, falas conservadoras do Banco Central e volatilidade externa, com alta dos Treasuries e incertezas sobre a política monetária do Fed após o fim do shutdown, limitaram o alívio nos últimos pregões. Dados fracos do varejo e sinais de desaceleração da atividade sustentaram a visão de flexibilização, enquanto leilões robustos do Tesouro e preocupações fiscais adicionaram pressão nos vértices longos.
Destaques: Fed, Copom e Fiscal
📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)
O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -206,7 para -220,4 pontos-base.
Para as próximas 10 reuniões do Copom,a expectativa de corte alterou marginalmente de -206,7 para -211,6 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,78%, ante 12,83% na semana anterior.
Para o fim de 2025 (próximas 2 reuniões), houve uma alteração marginal na expectativa de corte: de -3,6 para -2,5 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,88% ao ano, ante 14,86% na semana anterior.
📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias):
Para 2025, a projeção indica manutenção , com o CDI encerrando o ano em 14,90%.
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 12,03%, equivalente a -287,5 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada considera -450 pontos-base de queda.
📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)
O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -254,4 para -276,1 pontos-base.
Para as próximas 10 reuniões do Copom,a expectativa de corte aumentou de -233,8 para -269,9 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,20%, ante 12,56% na semana anterior.
Para o fim de 2025 (próximas 2 reuniões), houve uma alteração marginal na expectativa de corte: de -0,4 para -2,5 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,88% ao ano, ante 14,90% na semana anterior.
📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias):
Para 2025, a projeção indica manutenção , com o CDI encerrando o ano em 14,90%.
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 12,03%, equivalente a -287,5 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada considera -450 pontos-base de queda.
Os juros futuros encerraram a sessão em queda firme, renovando mínimas intradia, impulsionados pelo ambiente externo mais favorável ao risco após sinais de encerramento do shutdown nos EUA e pela expectativa de um IPCA benigno e de uma comunicação menos dura do Banco Central na ata do Copom. O movimento foi mais intenso no miolo da curva, com o DI para janeiro de 2029 recuando para 12,955%, abaixo de 13% pela primeira vez em um ano. A perspectiva de cortes na Selic segue dividida entre janeiro e março de 2026, mas o otimismo externo e a valorização do real reforçaram apostas de flexibilização monetária. Investidores aguardam a divulgação do IPCA e da ata do Copom para calibrar projeções, enquanto analistas destacam que surpresas inflacionárias e sinais de afrouxamento nos EUA podem acelerar o alívio nos DIs.
A curva de juros aprofundou o movimento de queda, atingindo os menores níveis em um ano, após a ata do Copom trazer sinalização menos conservadora e o IPCA de outubro surpreender para baixo (0,09%, abaixo da mediana de 0,14%). Esses fatores aumentaram as apostas de início do ciclo de cortes da Selic já em janeiro, com probabilidade de 80% para redução de 0,25 ponto e expectativa de taxa básica em 12,30% no fim de 2026. O DI para janeiro de 2027 caiu para 13,680%, e os vértices longos também recuaram. Com o mercado americano fechado pelo feriado, os gatilhos foram domésticos, reforçados pelo enfraquecimento do dólar e pelo apetite ao risco. A ata esclareceu pontos sobre impacto da isenção do IR e reduziu a projeção do IPCA para 2027, sendo interpretada como ‘dovish’, embora sem mudança brusca na comunicação do BC.
Após forte ajuste na véspera, os juros futuros oscilaram entre leves altas e quedas, com viés de acomodação. O DI para janeiro de 2027 recuou marginalmente para 13,640%, enquanto o dólar mais forte limitou movimentos e a queda dos rendimentos dos Treasuries trouxe algum alívio. O tom conservador voltou a prevalecer após falas do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e do diretor Diogo Guillen, que reforçaram compromisso com a meta de inflação e negaram qualquer sinal antecipado de afrouxamento, esfriando o otimismo do mercado. Analistas avaliam que, apesar de condições técnicas para cortes já em dezembro, o discurso duro visa evitar precificação prematura. No campo de dados, a PMS mostrou alta de 0,6% nos serviços, sinalizando resiliência, mas sem alterar a expectativa de perda de fôlego da atividade no trimestre.
Os juros futuros tiveram comportamento misto, com viés de queda nos vencimentos curtos e intermediários durante boa parte da sessão, impulsionados pelos dados fracos do varejo, mas o movimento perdeu força no fim do pregão, acompanhando a alta do dólar e o avanço dos rendimentos dos Treasuries. O DI para janeiro de 2027 fechou praticamente estável, em 13,665%, enquanto os vértices longos subiram levemente, pressionados pelo maior leilão do Tesouro desde março, que adicionou risco ao mercado. A Pesquisa Mensal do Comércio mostrou queda de 0,3% no varejo restrito, sinalizando efeito da política monetária sobre a atividade, mas analistas destacam que o início do ciclo de cortes da Selic segue incerto entre janeiro e março. No exterior, a alta dos juros americanos refletiu dúvidas sobre a trajetória do Fed após o fim do shutdown, adicionando volatilidade aos ativos locais.
Em sessão marcada por baixa liquidez e ausência de dados domésticos relevantes, os juros futuros mostraram acomodação, com taxas próximas aos ajustes anteriores, apesar de mínimas intradiárias nos vencimentos curtos. A piora no ambiente externo, com declarações do Fed esfriando apostas de corte de juros nos EUA em dezembro e alta dos rendimentos dos Treasuries, trouxe leve pressão sobre os DIs intermediários e longos. O DI para janeiro de 2027 recuou para 13,625%, enquanto os vértices mais longos subiram marginalmente. Apesar do dia morno, a semana foi positiva para a renda fixa local, com deslocamento expressivo da curva: o DI para janeiro de 2027 caiu 23 pontos-base na semana, refletindo a ata do Copom e o IPCA de outubro (0,09%), que reforçaram expectativas de início do ciclo de flexibilização. Analistas apontam que, embora o BC mantenha discurso conservador, o cenário mais benigno para inflação e atividade sustenta projeções de Selic ao redor de 12,25% no fim de 2026.
Fonte: Broadcast
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