Análise do Mercado de Renda Fixa e Tesouro Direto: Semana 383

Highlights (Resumo): Queda marginal nas Taxas de Juros

Principal(is) vetor(es): A semana foi marcada por volatilidade moderada e liquidez reduzida, com os juros futuros oscilando entre leves altas e quedas, mas encerrando praticamente estáveis no acumulado. O cenário externo dominou a dinâmica, com destaque para a expectativa em torno do payroll americano, a divulgação da ata do Fed e declarações de dirigentes que elevaram para 70% as apostas de manutenção dos Fed Funds em dezembro, embora tenha havido retomada das especulações sobre cortes após sinalizações dovish na sexta-feira. No Brasil, dados benignos de inflação e sinais de desaceleração da atividade reforçaram a perspectiva de início do ciclo de cortes da Selic em janeiro, enquanto ruídos políticos internos tiveram impacto limitado. A curva fechou a semana com pequenas variações.

Destaques: Fed, Inflação e Câmbio

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Expectativas de mercado para o Copom no DI Futuro da B3

Variação Semanal das Taxas de Juros Futuros DI B3

📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)

O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.

Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -206,7 para -220,4 pontos-base.

Para as próximas 10 reuniões do Copom,a expectativa de corte alterou marginalmente de -206,7 para -211,6 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,78%, ante 12,83% na semana anterior.

Para o fim de 2025 (próximas 2 reuniões), houve uma alteração marginal na expectativa de corte: de -3,6 para -2,5 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,88% ao ano, ante 14,86% na semana anterior.

📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias):

Para 2025, a projeção indica manutenção , com o CDI encerrando o ano em 14,90%.

Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 12,03%, equivalente a -287,5 pontos-base de corte. .

Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada considera -450 pontos-base de queda.

Expectativas de Mercado do Relatório Focus Bacen

No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 4,46% para 4,45%. Há um mês, a mediana era de 5,09% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção caiu de 4,20% para 4,18%, enquanto há um mês estava em 4,44%.

A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 15,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 caiu de 12,25% para 12,00, há um mês atrás era 12,50%.

Resumos diários do Mercado de Juros e Renda Fixa na semana

Resumo Semanal dos Juros Futuros – 17/11/25 à 21/11/2025

Segunda-feira (17/11/2025)

Os juros futuros fecharam em alta, com renovação de máximas intradiárias impulsionadas pela valorização do dólar, que chegou a R$ 5,32, e pelo aumento da aversão ao risco global. A expectativa em torno do payroll americano e da ata do Fed, após o fim do shutdown nos EUA, reduziu as apostas de corte de juros pelo banco central americano em dezembro (probabilidade abaixo de 40%, ante 62,4% na semana anterior). No Brasil, o recuo de 0,24% do IBC-Br em setembro, sinalizando desaquecimento da atividade, foi ofuscado pelo cenário externo. No fechamento, os DIs subiram: jan/27 a 13,665%, jan/29 a 12,92% e jan/31 a 13,24%. Apesar do boletim Focus indicar IPCA de 2025 dentro da meta (4,46%), o mercado manteve postura defensiva diante da agenda americana.


Terça-feira (18/11/2025)

Após a forte abertura da véspera, os juros futuros operaram estáveis, com oscilações contidas e liquidez reduzida devido à proximidade do feriado. A curva acompanhou o alívio nos Treasuries e a queda do dólar, sem gatilhos locais relevantes. A expectativa segue favorável ao início do ciclo de cortes da Selic em janeiro, com ajuste de 50 pontos-base, sustentada por dados benignos de inflação e sinais de enfraquecimento da atividade. Revisões para baixo do IPCA reforçaram esse cenário: Daycoval reduziu a projeção para 2025 de 4,8% para 4,5%, e AZ Quest ajustou para 4,5% este ano. No fechamento, os DIs ficaram praticamente estáveis: jan/27 a 13,650%, jan/29 a 12,925% e jan/31 a 13,270%. No exterior, o relatório ADP indicou fragilidade no mercado de trabalho americano, contribuindo para a queda dos yields dos Treasuries.


Quarta-feira (19/11/2025)

Em pregão marcado por cautela e baixa liquidez antes do feriado e da divulgação do payroll, os juros futuros apresentaram viés de queda, com mínimas intradia antes da publicação da ata do Fed. O documento mostrou divisão entre os membros do FOMC sobre cortar ou manter os juros em dezembro, reforçando a dependência de dados econômicos e elevando para 70% as apostas de manutenção da taxa. A percepção de inflação ainda elevada nos EUA e incertezas sobre o impacto das tarifas de Trump adicionaram prudência ao mercado. No Brasil, a narrativa de desaceleração da atividade e inflação comportada sustentou a acomodação da curva. No fechamento, os DIs recuaram levemente: jan/27 a 13,63%, jan/29 a 12,86% e jan/31 a 13,205%. Barclays revisou a projeção do IPCA para 2025 de 4,6% para 4,4%, reforçando expectativas de afrouxamento monetário doméstico.


Sexta-feira (21/11/2025)

Após o feriado, os juros futuros oscilaram entre leves altas e quedas, mas fecharam praticamente estáveis, em sessão de baixa liquidez e marcada pela firme alta do dólar (R$ 5,4015, +1,18%). A curva reagiu inicialmente à queda dos Treasuries, impulsionada pela volta das apostas de corte pelo Fed em dezembro (probabilidade saltou de 30% para 70% após fala de John Williams, do Fed NY), mas perdeu força com a pressão cambial. No fechamento, os DIs recuaram: jan/27 a 13,615%, jan/29 a 12,865% e jan/31 a 13,185%. A retirada da tarifa adicional de 40% para mais de 200 produtos brasileiros pelos EUA trouxe alívio para o comércio e expectativas positivas para câmbio e inflação. No plano político, tensões entre Executivo e Senado, com retomada da “pauta-bomba”, adicionaram ruído, mas sem impacto direto na curva. No acumulado semanal, variações foram marginais, refletindo um mercado em compasso de espera por dados mais relevantes.

Fonte: Broadcast

Principais indicadores para acompanhamento da Renda Fixa e Tesouro Direto

Classificação dos Rendimentos Mensais, Ano e 12 Meses da Renda Fixa

Ranking Mensal Colorido de Rentabilidades Tesouro Direto, Poupança, Ibovespa, Dólar, IDA Anbima e CDI

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Jefferson Figueiredo – CGA

Gestor de Investimentos e Especialista em Investimentos de Renda Fixa