Highlights (Resumo): Queda nas Taxas de Juros
Principal(is) vetor(es): A semana foi marcada por volatilidade moderada e desinclinação da curva de juros, com movimentos influenciados por fatores internos e externos. No início, prevaleceu um viés de queda nas taxas futuras, sustentado pelo fechamento dos Treasuries e expectativas de corte pelo Fed em dezembro, além de falas do BC que mantiveram o tom técnico. A divulgação do IPCA-15 ligeiramente acima do esperado trouxe correção nos vértices curtos, enquanto os longos seguiram em baixa, apoiados pelo cenário externo benigno. Na quinta-feira, declarações mais duras do presidente do BC esfriaram apostas de cortes imediatos, elevando taxas intermediárias e curtas. Já na sexta, a PNAD apontando desemprego em mínima histórica reforçou a leitura de mercado de trabalho resiliente, mantendo pressão nas taxas curtas. Apesar das oscilações pontuais, a curva fechou a semana com leve recuo e perda de inclinação, refletindo expectativas predominantes de início do ciclo de afrouxamento monetário no primeiro trimestre de 2026.
Destaques: Fed, Inflação e Copom (Galípolo)
📉 Expectativas de Mercado para a Selic (DI Futuro da B3)
O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -266 para -284,9 pontos-base.
Para as próximas 10 reuniões do Copom,a expectativa de corte aumentou de -265 para -277 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,13%, ante 12,25% na semana anterior.
Para o fim de 2025 (próximas 2 reuniões), houve uma alteração marginal na expectativa de corte: de -0,7 para -0,6 pontos-base, com o CDI terminal projetado em 14,89% ao ano, ante 14,89% na semana anterior.
📊 Expectativas dos economistas(Boletim Focus-Mediana dos últimos 5 dias):
Para 2025, a projeção indica manutenção , com o CDI encerrando o ano em 14,90%.
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 11,90%, equivalente a -300 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 6R/2027, a projeção acumulada considera -450 pontos-base de queda.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2025 caiu de 4,45% para 4,43%. Há um mês, a mediana era de 5,09% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2026, a projeção caiu de 4,18% para 4,17%, enquanto há um mês estava em 4,44%.
A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2025 se manteve em 15,00%, há um mês atrás era 15,00%. Para o final de 2026 se manteve em 12,00%, há um mês atrás era 12,50%.
Os juros futuros encerraram o dia em queda firme ao longo de toda a curva, impulsionados principalmente pelo fechamento das taxas dos Treasuries nos EUA, diante do otimismo com um possível corte dos Fed Funds em dezembro, reforçado por declarações do diretor do Fed Christopher Waller. No Brasil, o discurso do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento da Febraban, trouxe tom técnico e reafirmou compromisso com a meta de inflação, sem novidades relevantes, mas foi suficiente para acentuar o movimento de baixa em um pregão de liquidez reduzida. A taxa do DI para jan/2027 caiu para 13,550%, enquanto o DI jan/2029 recuou para 12,800%. O boletim Focus trouxe ajustes nas projeções da Selic para 2026 (12%) e 2028 (9,75%), sem impacto significativo na curva. O dólar fechou abaixo de R$ 5,40, reforçando o ambiente benigno.
A curva de juros aprofundou a queda, renovando mínimas intradia, com destaque para a fala do diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, que descartou novos aumentos da Selic e sinalizou que o próximo passo será um corte, reforçando apostas para início do ciclo em janeiro ou março. A precificação indicava 88% de chance de redução de 0,25 ponto em janeiro. O DI jan/2027 caiu para 13,505%, e o DI jan/2029 para 12,735%. No exterior, dados do mercado de trabalho e inflação nos EUA corroboraram expectativas de afrouxamento monetário pelo Fed, comprimindo os rendimentos dos Treasuries. Internamente, investidores se preparavam para a divulgação do IPCA-15, enquanto o dólar manteve trajetória de baixa, operando abaixo de R$ 5,40. O Tesouro realizou leilão de NTN-B sem impacto adicional na curva.
O mercado apresentou comportamento misto após divulgação do IPCA-15 de novembro, que veio ligeiramente acima do esperado (0,20%), provocando correção nas taxas curtas, enquanto os vértices médios e longos recuaram, apoiados pelo ambiente externo favorável e pela queda do dólar. As declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre manutenção do arcabouço fiscal também contribuíram para aliviar prêmios nos vencimentos mais longos. O DI jan/2027 fechou praticamente estável em 13,51%, enquanto o DI jan/2029 caiu para 12,705%. Economistas destacaram sinais mistos no dado inflacionário, mantendo a divisão sobre o início do ciclo de cortes (janeiro ou março). No exterior, o Livro Bege do Fed trouxe preocupações com atividade, reforçando apostas de redução dos juros em dezembro, o que ajudou a sustentar o fechamento da curva americana e o apetite a risco global.
Com os mercados americanos fechados pelo feriado de Ação de Graças, o pregão brasileiro foi guiado por declarações mais duras do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que esfriaram o otimismo sobre cortes iminentes da Selic. Após sinalizar que a política monetária segue funcionando de forma lenta em uma economia resiliente e que não se pode reagir a dados pontuais, Galípolo reforçou o compromisso com juros elevados pelo tempo necessário. Como resultado, as taxas curtas e intermediárias inverteram a tendência de queda e subiram, enquanto os vértices longos mantiveram leve recuo. O DI jan/2027 avançou para 13,550%, e o DI jan/2029 ficou em 12,72%. A probabilidade de corte em janeiro caiu de 80% para 73%. O Caged mostrou criação de 85 mil vagas em outubro, abaixo das expectativas, mas teve impacto limitado. O Tesouro realizou leilão de títulos prefixados sem pressão relevante sobre a curva.
Os juros futuros mantiveram viés de alta, influenciados por dados domésticos que reforçaram a resiliência do mercado de trabalho. A PNAD Contínua apontou queda da taxa de desemprego para 5,4% em outubro, novo piso histórico, o que levou as taxas curtas e intermediárias a máximas intradia, embora sem alterar as apostas predominantes de corte da Selic em janeiro (73%). O DI jan/2027 subiu para 13,59%, e o DI jan/2029 para 12,74%. A liquidez foi reduzida pela sessão mais curta nos EUA, onde os Treasuries também avançaram após o feriado. Apesar da alta pontual e do discurso conservador de Galípolo ontem, a semana terminou com desinclinação da curva: frente à sexta anterior, o DI jan/2027 caiu 2,5 pontos-base, e os vértices longos recuaram até 19,5 pontos-base. No mês, o fechamento foi mais expressivo, refletindo expectativas de cortes pelo BC e pelo Fed em dezembro, sustentadas por núcleos de inflação em trajetória benigna.
Fonte: Broadcast
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