Highlights (Resumo): Queda nas Taxas de Juros
Destaques: Copom, Fluxo Estrangeiro, Câmbio
O mercado de juros futuros (DI da B3) aumentou suas expectativas de cortes na taxa Selic em relação à sexta-feira anterior.
Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada de queda passou de -228,9 para -273 pontos-base.
Para as próximas 8 reuniões do Copom,a expectativa de corte aumentou de -239,9 para -281,8 pontos-base, com o CDI projetado para o fim de 2026 em 12,13%, ante 12,50% na semana anterior.
Para 2026, a mediana Focus aponta um CDI terminal de 11,90%, equivalente a -300 pontos-base de corte. .
Para o horizonte até a 7R/2027, a projeção acumulada considera pontos-base de queda e CDI terminal de 10,15% ao ano.
No Relatório de Mercado Focus da semana, a projeção para a inflação oficial de 2026 caiu de 4,00% para 3,99%. Há um mês, a mediana era de 4,44% , acima do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%, e do alvo central de 3,0%. Para 2027, a projeção se manteve em 3,80% para 3,80%, enquanto há um mês estava em 4,00%.
A mediana da Taxa Selic – Meta (% a.a.) projetada para o fim de 2026 se manteve em 12,25%, há um mês atrás era 12,50%. Para o final de 2027 se manteve em 10,50%, há um mês atrás era 10,50%.
Os juros futuros recuaram pelo quarto pregão consecutivo, sustentados pela queda do dólar ante moedas emergentes e pelo fechamento da curva dos Treasuries, em um ambiente de maior apetite por risco antes das decisões do Copom e do Fed. Os DIs longos lideraram o movimento, sugerindo atuação intensificada de investidores estrangeiros, enquanto o trecho curto teve pouca variação diante da expectativa consensual de manutenção da Selic em 15%. O cenário político-eleitoral continuou influenciando ativos domésticos, ainda refletindo pesquisas desfavoráveis ao presidente Lula na semana anterior. A redução do preço da gasolina pela Petrobras motivou revisões baixistas para a inflação de 2026, contribuindo para o fechamento adicional da curva. O mercado discutia possíveis ajustes na comunicação do BC sinalizando cortes a partir de março, apesar da leitura predominante de postura conservadora.
A curva de juros intensificou sua queda durante a tarde após abrir já influenciada pela leitura mais baixa do IPCA-15, enquanto a forte valorização do real reforçou apostas de corte já na reunião do Copom no dia seguinte. O trecho curto recuou cerca de 10 pontos-base e passou a embutir 30% de chance de redução imediata, enquanto os vértices intermediários e longos renovaram mínimas acompanhando o câmbio e um ambiente externo benigno. Para analistas, o dólar — mais do que a abertura do IPCA-15 — foi o principal vetor do movimento, em meio à percepção de fluxo estrangeiro para ativos brasileiros. As apostas para março ganharam força, com probabilidade crescente atribuída a corte de 50 pontos-base. O grande leilão de NTN-B foi absorvido integralmente sem pressão sobre a curva.
Os juros futuros recuaram de forma consistente em sessão marcada pelas decisões do Fed e do Copom, com o mercado brasileiro focado na expectativa de mudança na comunicação do BC que abrisse caminho para início do ciclo de cortes em março. A manutenção dos Fed Funds teve efeito limitado na curva local, mesmo com a alta dos Treasuries, enquanto o forte alívio do dólar ao longo do mês reduziu expectativas de inflação e reforçou apostas de flexibilização. A curva passou a embutir mais de 30% de probabilidade de corte imediato, embora analistas vissem esse cenário como improvável. As chances de corte de 0,50 ponto em março tornaram-se majoritárias. O Fed adotou tom mais duro ao reconhecer atividade robusta e inflação persistente, enquanto o PAF 2026 e a DPF vieram sem impacto relevante sobre os DIs.
Após início pressionado pelas tensões entre EUA e Irã — que ampliaram a aversão global ao risco — os juros futuros voltaram a cair na segunda metade da sessão, marcando o sétimo dia seguido de alívio. O principal motor foi o comunicado do Copom, considerado explícito ao indicar início do ciclo de cortes em março, o que levou investidores a reforçar posições aplicadas e elevou para cerca de 80% a probabilidade implícita de redução de 50 pontos-base. O Caged mostrou perda líquida de vagas acima do previsto, reforçando a leitura de desaceleração compatível com flexibilização monetária. A virada do dólar para queda ajudou a ampliar o fechamento da curva, mesmo após um grande leilão de prefixados. A Selic terminal precificada para 2026 recuou para ligeiramente abaixo de 11,9%.
Após sete sessões consecutivas de baixa, os juros futuros tiveram leve alta, refletindo principalmente o ambiente externo: o PPI dos EUA veio acima do esperado e a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed elevou os rendimentos dos Treasuries e fortaleceu o dólar, pressionando a curva local. O câmbio puxou os vértices curtos ao longo da tarde, enquanto dados domésticos — como a taxa de desemprego em mínima histórica e dentro do consenso — tiveram impacto reduzido. Apesar da realização do dia, janeiro fechou com expressiva redução de prêmios e perda de inclinação, sustentado por fluxo estrangeiro e cenário global de maior apetite por risco. A ata do Copom da semana seguinte é aguardada para reforçar confiança no início do ciclo em março, já precificado com probabilidade dominante de 0,50 ponto.
Fonte: Broadcast
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